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<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom"><title>Eduardo Vasconcelos - Reflections</title><link href="https://vasconcedu.github.io/" rel="alternate"/><link href="https://vasconcedu.github.io/feeds/reflections.atom.xml" rel="self"/><id>https://vasconcedu.github.io/</id><updated>2026-04-15T21:14:00-03:00</updated><subtitle>--talk; ++theory; terminal += 2;</subtitle><entry><title>[pt-BR] Método: este. Objetivo: procura-se.</title><link href="https://vasconcedu.github.io/pt-br-metodo-este-objetivo-procura-se.html" rel="alternate"/><published>2026-04-15T21:14:00-03:00</published><updated>2026-04-15T21:14:00-03:00</updated><author><name>vasconcedu</name></author><id>tag:vasconcedu.github.io,2026-04-15:/pt-br-metodo-este-objetivo-procura-se.html</id><summary type="html">&lt;p&gt;Se você perguntar qual é o significado da palavra "objetivo" e, em seguida, o da palavra "método", eu arrisco dizer que a maioria das pessoas os enunciaria mais ou menos da mesma forma, dizendo, com suas próprias palavras, que "objetivo" é onde você quer chegar e "método" é a maneira …&lt;/p&gt;</summary><content type="html">&lt;p&gt;Se você perguntar qual é o significado da palavra "objetivo" e, em seguida, o da palavra "método", eu arrisco dizer que a maioria das pessoas os enunciaria mais ou menos da mesma forma, dizendo, com suas próprias palavras, que "objetivo" é onde você quer chegar e "método" é a maneira como você chega lá. Enunciar o significado dessas palavras é um exercício simples, mas tendo vivido boa parte dos primeiros anos de minha vida profissional entre o emprego na indústria de software e a pesquisa acadêmica em computação, eu posso afirmar que, a despeito do quão simples é enunciá-los, distinguir na prática entre esses dois conceitos representa uma dificuldade surpreendentemente comum.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se você repetir o mesmo exercício com a palavra "inovação", honestamente, eu duvido que as respostas fossem tão homogêneas. Não obstante, dos desdobramentos da elevação dessa palavra a lugar-comum, a maioria das pessoas parece esperar que verta o resultado a que levariam as meras compreensão e aplicação prática consistente dos conceitos de objetivo e método: solucionar problemas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De fato, esse fundamento básico--a existência de um problema--é fator determinante para a realização de esforços visando uma solução. Não há de se falar em solução sem que, antes, exista problema: uma solução sem um problema simplesmente não o é. Essa constatação pode parecer óbvia, mas é importante colocá-la com a maior clareza possível, uma vez que parte do esforço que se convenciona chamar de inovador perverte essa lógica. Por vezes, fala-se de solução antes. O problema, procura-se depois. É nessa inversão que têm origem constrangimentos como a rejeição cabal dos óculos de realidade aumentada, por exemplo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ocorre que, primariamente, um esforço de pesquisa aplicada deve começar pela observação de um problema. Estando o problema razoavelmente bem compreendido e delimitado, dele deriva-se questões de pesquisa. Uma vez elaboradas as questões, possíveis respostas são enunciadas. A essas possíveis respostas, dá-se o nome de hipóteses. Em última instância, todo o esforço de pesquisa a partir desse ponto pode ser resumido como um processo rigoroso de busca honesta pela confirmação ou pela negação das hipóteses derivadas das questões de pesquisa. É nos raros crepúsculos desse processo em que os resultados são inéditos que residem a novidade e o avanço tecnológico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O objetivo central desse processo, portanto, é encontrar respostas às questões derivadas de um problema concreto. Essas respostas podem desvelar uma perspectiva completamente nova à abordagem do problema que desencadeou todo o esforço, levando a soluções. Com efeito, um caso legítimo--e comum--de pesquisa é avaliar a viabilidade de aplicar um determinado arcabouço metodológico--proposto ou previamente conhecido--à abordagem de um problema--que pode ou não já ter outras soluções conhecidas. Instâncias de pesquisa assim formatadas estariam em plena consonância com o que parece ser uma aspiração comum hoje em dia: experimentar a aplicabilidade de tecnologias emergentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa aspiração é importantíssima: explorar os limites de uma tecnologia, além de motivar desenvolvimentos subsequentes dessa mesma tecnologia, pode levar a soluções inéditas para os problemas examinados sob sua ótica. Disso, inegavelmente, também resulta avanço tecnológico. Entretanto, embora relevante, essa abordagem exploratória dos limites de tecnologias emergentes deveria ser um componente tão somente secundário do avanço tecnológico em direção à solução de problemas práticos, não a regra, mas não parece ser essa a orientação do esforço contemporâneo de pesquisa aplicada. Ademais, é muito fácil extrapolar o limiar saudável dessa aspiração e incorrer em abusos: é importante observar que o foco é &lt;em&gt;avaliar&lt;/em&gt; a aplicação do método à solução do problema, não &lt;em&gt;forçar&lt;/em&gt; a aplicação do método em subordinação a interesses externos. Compreender a diferença entre essas motivações é fundamental.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No entanto, atualmente, um interesse externo em particular parece ter adquirido especial protagonismo na perversão da lógica que deveria reger o avanço tecnológico: estar na moda. Não incomum, perverte-se o objetivo. De encontrar respostas para problemas, ele passa a ser encontrar problemas que possam ser respondidos empregando o arcabouço metodológico de interesse. Este, via de regra, coincide com o assunto em alta no noticiário de tecnologia. Talvez o exemplo mais recente de fracasso rotundo motivado por deslumbramento dessa sorte, levando ao desenvolvimento de solução sem problema que a precedesse, seja a integração de agentes de Inteligência Artificial a sistemas operacionais para desktop e a aceitação praticamente nula que resultou disso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em suma, é preciso compreender que objetivo e método são duas coisas completamente diferentes. Em especial, não se pode confundir a aplicação de um determinado método com o objetivo em si mesmo de um processo de pesquisa aplicada, e prestar atenção à realidade tangível pode ser fundamental para evitar incorrer nessa confusão. Essa ideia pode ser traduzida para procurar entender situações de maneira razoavelmente clara antes de buscar possibilidades de intervenção. Certa vez, recebi de um engenheiro sênior a mim um conselho que eu jamais esqueci, cujo teor óbvio não deve ser subestimado e que, em muitas ocasiões, eu mesmo transmiti aos meus alunos de programação: &lt;em&gt;entenda o problema antes de querer propor uma solução&lt;/em&gt;. Sem dúvida, seria benéfico se esse conselho--e a paciência que praticá-lo requer--balizasse o avanço tecnológico formal.&lt;/p&gt;</content><category term="Reflections"/></entry><entry><title>[pt-BR] A engenharia, as artes plásticas e a realidade</title><link href="https://vasconcedu.github.io/pt-br-a-engenharia-as-artes-plasticas-e-a-realidade.html" rel="alternate"/><published>2026-04-06T19:48:00-03:00</published><updated>2026-04-06T19:48:00-03:00</updated><author><name>vasconcedu</name></author><id>tag:vasconcedu.github.io,2026-04-06:/pt-br-a-engenharia-as-artes-plasticas-e-a-realidade.html</id><summary type="html">&lt;p&gt;Certa vez, eu escrevi um texto chamado "A técnica, a arte e a plenitude", publicado em outro local, tratando essencialmente do fato de ser necessário, em alguns contextos, preparo específico para enxergar beleza em produtos da engenhosidade humana, como é o caso de algoritmos criptográficos. Achei por bem de reproduzir …&lt;/p&gt;</summary><content type="html">&lt;p&gt;Certa vez, eu escrevi um texto chamado "A técnica, a arte e a plenitude", publicado em outro local, tratando essencialmente do fato de ser necessário, em alguns contextos, preparo específico para enxergar beleza em produtos da engenhosidade humana, como é o caso de algoritmos criptográficos. Achei por bem de reproduzir essa reflexão aqui, com algumas atualizações, por acreditar que ela ainda é relevante, e por enxergar que eu frasearia algumas coisas de maneira diferente, se fosse escrevê-la hoje. Com a devida licença de originalidade, eis aqui "A engenharia, as artes plásticas e a realidade", uma reiteração de "A técnica, a arte e a plenitude."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma vez eu fiz uma disciplina de criptografia na Unicamp como aluno especial. O livro-texto era "Cryptography and Network Security", de William Stallings. Comprei uma cópia usada na Estante Virtual. Consegui achar uma versão impressa na Índia da terceira edição de língua inglesa. As páginas estavam amareladas e alguns capítulos, como os de estado da arte de criptografia de chave pública, já estavam desatualizados, mas como a verdade nunca muda--ou nunca foi verdade--, alguns capítulos, como os de teoria dos números, ainda estavam--e permanecem--atuais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outro fato relevante para a origem da reflexão aqui registrada é que a minha mãe era artista plástica amadora e, quando eu era criança, ela nos levava--meu irmão e eu--às aulas de desenho e pintura que ela fazia. Ficávamos os dois pirralhos de canto, rabiscando, enquanto a aula transcorria. Às vezes, o instrutor, que levava jeito com crianças, passava pela nossa mesinha e nos dava alguma dica, ou demonstrava como melhorar os nossos desenhos que, a julgar pela época, deviam envolver com frequência algum personagem ou alguma cena marcante de "Dragon Ball Z", como Goku Super Saiyajin 2 ou o Kamehameha lendário de Gohan, com um braço inutilizado, no clímax da batalha contra Cell.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais ou menos na mesma época em que eu estava fazendo essa disciplina de criptografia na Unicamp, decidi retomar esse hobby de infância e voltei a desenhar. Como eu já tinha tido contato com alguns dos conceitos e técnicas de desenho a lápis, foi fácil retomar o fio da meada. Algumas características fundamentais do processo de desenho artístico merecem especial destaque aqui: sua natureza intrinsecamente iterativa e o fato de incluir uma carga grande de decomposição. O desenhista, usando grafite ou carvão, decompõe o todo da entidade complexa que deseja representar em elementos simples, mais facilmente representáveis por si sós. Esses elementos são representados de maneira grosseira e revisitados à medida que outros elementos são adicionados à composição. Depois que o desenhista está razoavelmente satisfeito com a versão grosseira da composição e as posições e proporções dos diferentes elementos parecem corretas, ele segue à união destes, tornando as transições entre eles suaves e adicionando detalhes e coisas mais difíceis de iterar, como sombras e preenchimentos esfumaçados. A entidade complexa resultante estimula o observador a imaginar conceitos, despertar memórias e até expressar emoções.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É muito fácil estabelecer um paralelo entre esse processo e o que comumente se faz em qualquer projeto de engenharia de software razoavelmente complexo. Possivelmente por isso, comecei a refletir sobre a separação artificial que existe entre a expressão subjetiva das artes plásticas e a precisão fria da engenharia. A gota d'água foi estar deitado, um dia, por volta das 7h00, antes de sair para trabalhar, olhando para um diagrama de blocos de HMAC no livro do Stallings. Naquele momento, eu não tenho nenhuma dúvida de que, por alguns segundos, consegui apreciar aquele diagrama, não os traços já fracos sobre o papel amarelado, mas a sua estrutura lógica, abstrata, como a uma obra de arte. Eu me pergunto se não seria a estrutura abstrata do HMAC tão bela quanto a musicalidade do passeio entre a paz e a angústia, culminando em um retorno à paz, em &lt;a href="https://invidious.nerdvpn.de/watch?v=-Bxpm0EmOMU"&gt;"Clair de Lune", de Claude Debussy&lt;/a&gt;, ou a expressão de solidão desesperadora, mas resoluta, em &lt;a href="https://en.wikipedia.org/wiki/File:Alfred_Wierusz-Kowalski_-_Samotny_wilk.jpg"&gt;"Samotny Wilk", de Alfred Kowalski&lt;/a&gt;, duas das poucas obras de arte que a minha escassa e viciada cultura me permitem--creio--apreciar com um pedaço da alma, pelo menos em alguma medida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu simplesmente não sei--nem sei se é possível--comparar a beleza inerente a entidades tão diferentes, mas estou convencido de que, de fato, é possível enxergar beleza em produtos da engenhosidade humana tais como algoritmos e máquinas, da mesma maneira que é possível enxergar beleza em obras plásticas. Talvez seja necessário apenas algum preparo específico por parte do observador. O caso é que, desde o nascimento, somos expostos a estímulos auditivos e visuais. Eu não sei se isso é verdade, mas me parece razoável a hipótese de que talvez seja por isso que apreciar artefatos sintéticos desses tipos, ainda que de maneira grosseira, é factível mesmo sem instrução formal nas disciplinas que viabilizam sua criação através da manipulação de suas unidades fundamentais. Enxergar beleza em outros tipos de entidades, que manipulam elementos abstratos ou menos acessíveis da natureza, pode ser menos natural. Se isso for verdade--e essa especulação me parece razoável--, é provável que se possa enxergar beleza em grande parte das concepções humanas, desde que o observador tenha o devido preparo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema é que o modelo vigente de produção de conhecimento tende a desestimular a abrangência que é necessária à capacidade de enxergar com boa amplitude as diversas manifestações de beleza nos igualmente diversos produtos da engenhosidade humana que permeiam a realidade. Em "A Mão Invisível", Adam Smith trata da divisão do trabalho entre os filósofos do seu tempo, que ele chama de "homens de especulação intelectual." Segundo ele, esses indivíduos devem se prestar a "não fazer nada a não ser observar tudo." E vai adiante, afirmando que "a especulação intelectual também é subdividida em um grande número de setores diferentes, e cada um deles oferece ocupação para uma categoria, ou classe, de filósofos." E acrescenta: "cada indivíduo torna-se mais perito em seu setor específico, mais trabalho é realizado como um todo, e a quantidade de conhecimento é consideravelmente aumentada por isso." Em detrimento do ideal polímata renascentista de abrangência de conhecimento, essa visão iluminista rege o mundo de hoje.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De fato, a divisão do trabalho já proporcionou--e continua proporcionando--inúmeros avanços científicos e tecnológicos em benefício da humanidade. O grande problema disso é que o foco dessa maneira de enxergar a produção de conhecimento está na agregação ao corpus da humanidade como um todo, não na apuração da limpidez das lentes através das quais cada indivíduo em particular percebe a realidade. O custo cognitivo individual disso é enorme. Eu me pergunto se não chegamos a um ponto em que a divisão do trabalho acabou por produzir um planeta de verdadeiros idiotas, no sentido mais etimológico--indivíduos tão profundamente superespecializados e tão ignorantes a outras óticas de realidade que somos incapazes de enxergar alguns poucos palmos além da névoa ao redor de nossa própria bolha de superespecialização de maneira límpida, sem nem sequer nos darmos conta disso, para nossa própria tragédia, e o que pode ser ainda pior, preenchidos por uma sensação pretensiosa de sabedoria, alimentada pelos méritos miseráveis de nossa própria superespecialização.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por mais que eu ainda esteja muito longe de compreender isso plenamente, estou convencido de que as artes plásticas, a engenharia e as outras inúmeras especializações do conhecimento, tão trágica e artificialmente cisalhadas, compõem uma unidade coesa, grandiosa e bela. Quanto mais próximos de compreender isso estivermos, tão mais próximos ao que há de mais excelso no conhecimento e a uma percepção plenamente lúcida da realidade estaremos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A beleza pode ser enxergada em muita coisa e, se eu olhar e não a vir, é possível que o feio e limitado seja eu. Por isso, perdoe-me a modernidade, mas este idiota prefere se permitir ser um pouco renascentista.&lt;/p&gt;</content><category term="Reflections"/></entry><entry><title>[pt-BR] Keep it simple, stupid</title><link href="https://vasconcedu.github.io/pt-br-keep-it-simple-stupid.html" rel="alternate"/><published>2026-03-18T00:00:00-03:00</published><updated>2026-03-18T00:00:00-03:00</updated><author><name>vasconcedu</name></author><id>tag:vasconcedu.github.io,2026-03-18:/pt-br-keep-it-simple-stupid.html</id><summary type="html">&lt;p&gt;Há algum tempo, venho tentando me reconectar com o que me fez começar a gostar de computação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre recuperar ThinkPads antigos e simplificar a minha computação pessoal, tornando-a mais local e autossuficiente, constatei que a minha página pessoal precisava seguir nesse mesmo rumo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Originalmente, eu a havia programado usando dois …&lt;/p&gt;</summary><content type="html">&lt;p&gt;Há algum tempo, venho tentando me reconectar com o que me fez começar a gostar de computação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre recuperar ThinkPads antigos e simplificar a minha computação pessoal, tornando-a mais local e autossuficiente, constatei que a minha página pessoal precisava seguir nesse mesmo rumo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Originalmente, eu a havia programado usando dois frameworks: um JavaScript e um CSS. Um exagero muito grande, mas o resultado foi uma página razoavelmente bonita. No entanto, toda vez que eu precisava fazer alguma atualização, por mais insignificante que fosse, tinha um trabalho desproporcional. Alguma coisa sempre quebrava, ou por eu ter trocado de máquina ou de distro e o setup funcional já não existir mais, ou em virtude de eu simplesmente nem lembrar como alguma coisa funcionava em meio às várias camadas de abstração de uma estrutura bastante convoluída. Isso me levou a escrever com menos frequência, contrariando o principal propósito da página, que é justamente o de servir como blog.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Decidi buscar uma alternativa mais simples, que eu pudesse usar até mesmo em uma fresh install de Linux. Não que esse seja um requisito realista, mas ele ajuda a expressar a simplicidade que eu estava buscando. Ele me levou a descartar até mesmo o Jekyll.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Busquei alternativas em C e Bash e encontrei algumas opções, mas nenhuma me pareceu suficientemente robusta e, ao mesmo tempo, simples. Cogitei e, de fato, comecei a escrever a minha própria ferramenta em Bash, mas ao perceber que estava reincidindo em complexidade desnecessária, resolvi olhar para o que já existia em Python. Foi assim que eu descobri o &lt;a href="https://getpelican.com/"&gt;Pelican&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A documentação oficial prevê quatro passos simples para iniciar uma página estática. A estes, adicionei a criação preliminar de um venv e, poucos minutos depois, eu já estava com uma página de pé em localhost. Eu não poderia estar mais contente. O Pelican é simples, mas também não deixa a desejar em funcionalidade; atende ao meu requisito idealista de poder ser usado em uma fresh install de Linux sem instalação de pacotes adicionais, já que é escrito em Python; permite escrever em Markup; e, de quebra, ainda é licenciado pela &lt;a href="https://github.com/getpelican/pelican?tab=AGPL-3.0-1-ov-file"&gt;GNU AGPLv3&lt;/a&gt; e, portanto, é software livre de primeira linha, em perfeita consonância com a proposta de autossuficiência. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No momento da publicação da versão final deste artigo, a migração desta página para Pelican já estava consolidada. Estou certo de que essa mudança foi para melhor. O tema bare bones também é intencional. Esta página não se propõe a servir de vitrine, mas a agregar coisas interessantes. Eu espero que essa simplicidade premeditada me leve a escrever mais e que isso me sirva de lembrete daqui para a frente: &lt;em&gt;Keep it simple, stupid&lt;/em&gt;!&lt;/p&gt;</content><category term="Reflections"/></entry></feed>